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Absalão era filho de Davi, rapaz charmoso e astuto, que pouco a pouco conseguiu roubar a motivação e o amor do povo pelo Rei, em seu próprio benefício (v.6). Absalão se aproveitou: 1 da urgência que o povo tinha em resolver suas causas (v.3); 2 da necessidade do povo em ser ouvido sem burocracias (3-4); 3 da sede que o povo tinha por encontrar justiça (v.4); 4 da ingenuidade que o povo tinha, pregando igualdade social (v. 5); 5 da simplicidade do povo (v. 11). Os versículos 7 e 13 mostram que depois de quatro anos quase todo o povo não pertencia mais a Davi, e sim a Absalão. Por esta causa, Davi teve que fugir de Jerusalém. O v. 13 descreve o resultado com eloqüência: “todo o povo de Israel segue decididamente a Absalão”. A rebeldia de Absalão é a pior das rebeldias = a sutil, não declarada. Assim também, dentro da Igreja têm-se infiltrado sutilmente doutrinas e ensinamentos de homens que a Bíblia não ensina. Aproveitando-se das necessidades e provações das pessoas, eles têm minado e roubado o coração dos cristãos da “sã doutrina”. Apresentando um “deus” diferente do Deus da Bíblia; - Usando princípios que a Bíblia não ensina; - Pregando direitos que na verdade não temos; - Ensinando a fazer exigências de uma prosperidade que nunca nos foi prometida; - incentivando um relacionamento utilitário com um “Deus” frágil, que cede às nossas determinações. A CRUZ É A GLÓRIA DO CRISTÃO “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6.14 a). O ser humano não foi criado para ser feliz em si mesmo, mas para glorificar a Deus (Ef 1.6, 12 e 14). Tudo o que somos e o que temos está na cruz, por causa da graça que dela é derramada. Foi Cristo quem: pagou o preço; nos deu identidade de filhos; nos chamou; a Quem esperamos; nos sustenta; é nossa mensagem. Jesus morreu e ressuscitou (2 Co 5.21). A CRUZ É A MARCA DO CRISTÃO “...na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6. 14b). Assim como Tomé (Jo 20.25) o mundo quer ver as marcas do evangelho da cruz em nossa vida, e poderemos mostrá-las a todo aquele que pedir a razão da esperança que há em nós (I Pe 3.15). A cruz deixa marcas profundas e visíveis na vida daqueles que dela se aproximam. É certo que existem pessoas que são levadas por um outro “evangelho”. Sem cruz. Mc 8.34 diz: “se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. A teologia da prosperidade promete: prosperidade financeira, vantagens e lucros, descanso e saúde como marcas do cristianismo. Para eles, a cruz parece ser um mero detalhe, algo que estava reservado apenas para Jesus. A cruz é RENÚNCIA “O mundo está crucificado para mim”. Paulo não esperava recompensas nesta vida. Abdicou de todo o conforto, prazer e até sonhos para seguir a Cristo. A cruz é morte: “estou crucificado para o mundo” Paulo não esperava nem buscava ser reconhecido, aplaudido ou recompensado. Ele não significava mais nada para o mundo e o mundo não significava mais nada para ele. Se você quer ser marcado pela cruz, então se aproxime dela! A CRUZ É A MENSAGEM DO CRISTÃO “Certamente a palavra da cruz é... para nós, que somos salvos, poder de Deus” (I Co 1.18). O mundo está desesperadamente necessitado da mensagem da cruz. Aquele que não está pronto para morrer pela cruz, não está pronto para viver por ela. A mensagem da cruz não é pessimista, é relevante, pois sem ela não seríamos salvos; A mensagem da cruz não é ultrapassada, é atual, pois é o poder de Deus para os que crêem, A mensagem da cruz não é triunfalismo, é realismo, pois devemos estar dispostos a morrer por ela, A mensagem da cruz não é vergonha, é vida; é vida eterna para aqueles que por ela vivem. 2 Tm 3.10-14. Não é a teologia da prosperidade ou a teologia da miséria, mas a teologia da cruz que é a essência do cristianismo. Neste dia no qual comemoramos o dia da mulher presbiteriana, pedimos a cada um para que continuemos firmes nas promessas de Jesus, sendo fiéis até o fim para recebermos a coroa da vida eterna.
Pastor Jorge