“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” Ef. 4.11-13.

No dia 12 de Agosto de 1859, aos 26 anos, chega ao Brasil Ashbel Gren Simonton. Este foi o primeiro missionário Presbiteriano em terras brasileiras. Simonton era formado pelo Seminário de Princeton e ordenado pastor pelo Presbitério de Carlisle. Em seu pouco período de trabalho, Simonton implantou efetivamente o trabalho Presbiteriano no Brasil. Em nosso país, existem diversas denominações presbiterianas: Igreja Presbiteriana do Brasil (que é a nossa), Igreja Presbiteriana Independente, Igreja Presbiteriana Conservadora, Igreja Presbiteriana Renovada, Igreja Presbiteriana Fundamentalista e Igreja Presbiteriana Unida. Todas estas tem a sua origem no trabalho pioneiro de Simonton.” (A Bíblia é a Nossa Testemunha Adão Carlos Nascimento, CEP, 1998).
O dia 12 de Agosto é considerado pela Igreja Presbiteriana do Brasil como dia do presbiterianismo nacional; o mês de Agosto é considerado o mês de Missões e Simonton é considerado o “pai” da Igreja Presbiteriana do Brasil. Segundo a definição do dicionário Aurélio, Pai sm. 1. Homem que deu seu ser a outro(s), que tem um ou mais filhos; progenitor. 2. Aquele que exerce as funções de pai. 3. Papai. 4. Criador ou fundador de doutrina, etc. Entendemos que Deus é o modelo de Pai por excelência e, a parábola do “filho pródigo” mostra o que Ele fez: amar o perdido que estava fora e amar o perdido que estava dentro (Lc 15.11-32). O Pai concedeu a ambos e concede a nós, uma nova oportunidade de obedecer. Na condição de Pai, Deus serve a Igreja com uma multiplicidade de dons para que a mesma atenda plenamente as suas funções. Isto nos mostra que para cumprirmos com eficiência e eficácia a nossa missão, há a necessidade de nos subordinarmos plenamente a Deus. Jesus mesmo afirmou que sem Ele não poderíamos fazer nada (Jo 15.5) “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. Dentre as coisas que esperamos do nosso pai terreno, podemos destacar: o provimento ainda que, nos tempos atuais, esta responsabilidade não seja exclusiva do pai, é necessário que ele provenha a sobrevivência material da família; o referencial moral de amor O pai exerce uma influência significativa na vida dos filhos. É preciso possuir um alicerce de fé muito bom para gerar boas influências. É sempre bom relembrar que o pai é o sacerdote do lar. Os filhos podem ter uma boa ou má impressão de Deus, de acordo com a postura do pai; e, que ele seja o marido da minha mãe. Espera-se do pai que ele tenha um excelente relacionamento com a sua esposa. Que ele cuide dela, a ame, a respeite, enfim, exerça todas as responsabilidades de marido, conforme preceitua a bíblia.
A esposa do reverendo Simonton, Helen, faleceu alguns dias após o parto. Simonton deu o nome da esposa à filha. Mas a grande filha de Simonton foi a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Quando observamos tão frutífero ministério e fazemos uma retrospectiva da nossa condição de pai, a pergunta que fica é: - Que tipo de filho estamos deixando para a posteridade? Que Deus nos ajude!
Pastor Jorge