Sábado, Maio 19, 2012
Leitura bíblica diária
  • Louvem a Deus, o SENHOR
    SALMO 150.1-6

    Aleluia! Louvem a Deus no seu Templo. Louvem o seu poder, que se vê no céu. Louvem o SENHOR pelas coisas maravilhosas que tem feito. Louvem a sua imensa grandeza. Louvem a Deus com trombetas. Louvem com harpas e liras. Louvem o SENHOR com pandeiros e danças. Louvem com harpas e flautas. Louvem a Deus com pratos musicais. Louvem bem alto com pratos sonoros. Todos os seres vivos, louvem o SENHOR! Aleluia!
     

Notícias Pastoral A TRÁGICA REALIDADE DO PECADO

A TRÁGICA REALIDADE DO PECADO

 

Talvez inadvertidamente, por ser um psicanalista cristão, o autor de um livro que fala sobre a missão da mulher surpreendentemente negligenciou aquilo que causa mais mal não só a mulheres mas a homens, crianças, adolescentes, jovens, velhos: a realidade do pecado no mundo. Segundo a Bíblia, o problema do homem é fácil de ser compreendido, ainda que impossível de ser solucionado pelo próprio homem: “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” A resposta bíblica para o drama da existência humana certamente parecerá simplista, superficial ou meramente mística para as ciências humanas ou para a sabedoria deste mundo; no entanto, além de muitas outras coisas, o homem não tem tido sucesso em explicar justamente aquilo que mais carece de explicação: por que a vida normalmente não parece o que, de fato, deveria ser? Por que, mesmo as coisas boa são, muitas delas, corrompidas e contaminadas?

 

Um definição tradicional simples de pecado é: “errar o alvo”; em outras palavras, é  não fazer aquilo que deveria ou fazer aquilo que não deveria (o que Adão e Eva fizeram no início se encaixa justamente aqui). A experiência humana comprova que as coisas não só não deram certo em algum momento da história lá atrás (“Deus fez o homem reto mas ele se meteu em muitas astúcias”, Ec. 7.29), como continuaram não dando certo ao longo da história (“Viu o Senhor... que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;” Gn. 9.6) e não mudou muito desde então (“nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão...”, 2 Tm. 3.1); por isso, segundo a Bíblia, o homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador; o que significa que o homem não é pecador porque comete alguns erros, mas ele peca porque tem em si o desejo incontrolável de fazê-lo (non posse non pecare, segundo Agostinho).

Jesus, o único homens perfeito, disse que não é o que entra que contamina o homem, mas o que sai, pois é do coração que procedem os maus desígnios, os conflitos e as guerras, os adultérios, os roubos, etc... por isso, é escravo do pecado. Mas também é importante destacar que mesmo o pecado que parece menor, em nossa avaliação, é uma ofensa eterna diante de Deus, porque Deus é eterno; e como temos aprendido na prática, aqueles que são considerados grandes pecados com muita freqüência começam com pequenas falhas.

O pecado não é só algo meramente ruím, é trágico, porque implica na própria inclinação do coração do homem para o mal ou para aquilo que desagrada a Deus. Quando Davi reconhece os muitos pecados que havia cometido, mesmo sendo um homem de Deus, ele reconhece que fez o que fez porque nasceu no pecado e precisava ser perdoado até pela maldade presente nos seus atos (Sl. 32.5).

Nesses dias de auto-ajuda fora da igreja e triunfalismo evangélico dentro, corremos o risco de sermos considerados exageradamente pessimistas por insistirmos no ponto de que o problema da humanidade é que somos, naturalmente, maus. No entanto, quando alguém está doente e precisa tomar um remédio amargo ou, mesmo, passar por uma cirurgia dolorida, o bom médico não pode ter receio de contar a verdade que certamente causará tristeza e, por vezes, desespero ao enfermo e à família. De igual forma, reconhecer a realidade do pecado pode ser desanimador e triste (e a idéia é esta mesmo a princípio), mas é só reconhecendo a gravidade do pecado que nos conscientizamos da necessidade da salvação que Deus mesmo providenciou por meio de Jesus.

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.” (2 Coríntios 7.10)

Rev. Djaik (Capelão do IPSG)