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“vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” Gl. 4:4-5
Foi na plenitude dos tempos, diz Paulo, que Deus enviou o seu Filho. A vinda do Filho de Deus ao mundo há dois mil anos não foi um acontecimento aleatório. Na verdade, o substantivo “plenitude” carrega a imagem de encher um recipiente - quando este foi inteiramente preenchido, por assim dizer, Deus enviou o seu Filho. A vinda de Jesus, é claro, foi definida no contexto das relações de Deus com Israel - aqui as esperanças e narrativa do que chamamos de Antigo Testamento encontram seu cumprimento e consumação.
A vinda de Cristo é, portanto, o momento decisivo: o tempo da visitação de Deus, não pelo profeta, anjo ou visionário, mas na pessoa de seu próprio Filho: o grande mistério do Deus encarnado, a divulgação integral em carne e sangue da natureza e pessoa de Deus. O Cristo como Deus, nos conduz ao Pai, Ele é a face humana de Deus na criação, e revela toda a misericórdia e bondade amorosa de Deus.
A Encarnação, assim como a crucificação e ressurreição de Cristo, não são eventos históricos isolados, pois a Encarnação, a Cruz e a Ressurreição mantêm dentro de si os eternos propósitos do Deus redentor. Assim, a identificação do Cristo, o Filho de Deus, com a nossa natureza humana não foi parcial ou temporária, mas total e eterna.
Natal é tempo de Redenção, tempo para santificação, tempo sagrado, o tempo do Deus/homem. É hora de usar o tempo e de nunca perder; tempo para orar, tempo para viver o Evangelho, é tempo de trabalhar enquanto é dia, pois, eis que a noite se aproxima.
Feliz natal!
Pastor Uberlandio