Qui, 28 de Setembro de 2006 18:26
Escrito por Pb. Márcio
NÃO QUERO MAIS SER EVANGÉLICO!
Afirmar que não queremos mais ser evangélico, não significa necessariamente que abandonemos o evangelho de Cristo, mas sim que não mais queremos ser conhecidos por este adjetivo, pois ser “evangélico hoje não significa ser cristão”.
Segundo uma perspectiva sociológica, nos próximos 500 anos os evangélicos podem até chegar a somar a terça parte da população brasileira, mas o Brasil do futuro não será evangélico... ou seja, as igrejas e instituições evangélicas têm se submetido à cultura brasileira, negociando assim valores, princípios e tudo aquilo que pode ser negociado, com um único objetivo: não tornarem-se “diferentes” daquilo que a própria sociedade denomina por “normal”, “belo” e “eticamente correto”.
Quando nos deparamos com a mídia televisiva, ou qualquer outro tipo de mídia, sempre somos confrontados com o termo evangélico sendo usado como slogan comercial, e como forma de enaltecer o caráter de certas pessoas que fizeram coisas que trouxeram malefícios para a sociedade, e não mais ouvimos ou vemos o termo evangélico sendo utilizado para intitular aqueles que vivem aquilo que a Palavra de Cristo ou os ensinamentos de Cristo nos mostra.
Próximo ao natal de 312, o imperador romano Constantino o Grande, enfrentou Maxêncio, um seu rival ao trono de Roma. Nas vésperas das duas batalhas que travou então ele jurou ter escutado vozes divinas bem como assegurou ter visto claramente signos no céu que lhe davam o ganho da causa. Esses acontecimentos, lendários ou não, tiveram notável efeito na história da fé do mundo ocidental visto que a vitória de Constantino na ponte Milvio, que cruzava o rio Tibre, acelerou a conversão dos romanos à religião de Jesus Cristo, fazendo de Roma a cede do Cristianismo Mundial, e obrigando a todos os romanos a se tornarem cristãos, transformando a Igreja de Cristo em um caos ou uma jogatina política.
Da mesma forma que fizeram no passado, muitos o fazem no presente, aceitam ser chamados evangélicos, “convertem-se” nos princípios evangélicos, mas não vivem o cristianismo vivido e deixado por Cristo.
O povo de Israel caiu no mesmo erro que muitos caem, e Oséias narra muito claramente este erro no capítulo seis de seu livro quando ele diz: “Vinde e tornemos para o Senhor...”, o povo estava acostumado a ser religioso, mas não conhecia verdadeiramente o Senhor que era a causa única da existência deles, por isso Deus mesmo os repreende duramente.
É notável também que a religião que mais cresce no mundo é o islamismo, isto por causa consistência das suas práticas e devoção àquilo que crêem. Muito mais do que ser conhecido e chamado de “evangélico”, a urgência da situação, é que devemos viver o evangelho de Cristo. Evangelho este que não aceita perca de princípios, que não se conforma com este século, e que tem como primordial a morte, a negação e o caminhar com Cristo, evangelho este que nós repreende para que vivamos uma vida digna da nossa vocação, para que nos portemos como pessoas merecedoras daquilo que Cristo fez por nós, e não mais aceitemos sermos “chamados de evangélicos”, mas nos tornemos cristãos verdadeiros, que morrem com Cristo, mas não negociam a Cristo e seus ensinamentos.
Deus nos ajude!!!
Pr. Wagner Issa Gonçalves