A celebração da Páscoa foi estabelecida na Bíblia em Êxodo 12:“Disse o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito: Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família...”
Através do ato de sacrificar um cordeiro ou cabrito especial, marcar a porta da casa com o sangue deste animal, comer ervas amargas e pão sem fermento coletivamente, o povo de Deus, que era escravo no Egito estaria se preparando para serem libertos desta escravidão. Este ritual continuou sendo obedecido após a libertação do Egito, como um memorial, até os tempos nos quais Jesus viveu (Lucas 22.7-23).
Ao morrer em nosso lugar e ressuscitar para nos dar a vida eterna podemos ler em Lucas 11.25: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” Jesus é para nós a nossa Páscoa e, o ritual por Ele deixado e de nós requerido é que através da Celebração da Santa Ceia (pão e vinho) estaremos relembrando este sacrifício até que Ele volte. Assim como a Páscoa significava libertação da escravidão para uma nova vida. A morte e ressurreição de Jesus para os cristãos possuem o mesmo significado. Todos os que crerem Nele, são libertos da escravidão do pecado. Ele mesmo afirmou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). João Batista também afirmou: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29).
Portanto, Páscoa não é coelho, não é “semana santa”, não é peixe, ovos de chocolate e outras ações criativas de marketing. A Páscoa só é presente na vida de quem crê em Jesus e o desafio para nós é crer em Jesus e tê-lo como nosso Senhor em todas as nossas ações e não apenas nestes momentos de reflexão. Todas as vezes que participamos da Santa Ceia, estamos relembrando a Páscoa. A nossa postura enquanto cristãos deve ser a de testemunhar este feito principal do cristianismo.
FELIZ PÁSCOA - todo dia!
Pastor Jorge