Segunda, Fevereiro 06, 2012
Leitura bíblica diária
  • A torre de Babel
    Gênesis 11.1-9

    Naquele tempo todos os povos falavam uma língua só, todos usavam as mesmas palavras. Alguns partiram do Oriente e chegaram a uma planície em Sinar, onde ficaram morando. Um dia disseram uns aos outros: — Vamos, pessoal! Vamos fazer tijolos queimados! Assim, eles tinham tijolos para construir, em vez de pedras, e usavam piche, em vez de massa de pedreiro. Aí disseram: — Agora vamos construir uma cidade que tenha uma torre que chegue até o céu. Assim ficaremos famosos e não seremos espalhados pelo mundo inteiro. Então o SENHOR desceu...
Notícias Pastoral A CULPA É MINHA!

A CULPA É MINHA!

“Acaso, tudo isso não te sucedeu por haveres deixado o Senhor, teu Deus, quando te guiava pelo caminho?”
(Jeremias 2.17)

É muito comum nos depararmos com situações que nos levam ao questionamento do por quê disso ou por quê daquilo. Em geral, isto acontece quando as coisas saem totalmente contrárias ao que queríamos, ou até mesmo, quando nos emaranhamos em problemas que parecem não ter soluções.     O mais natural diante de tudo isso é buscarmos as razões e os culpados  do nosso problema com o objetivo de justificá-los. E é claro, que normalmente a culpa não é nossa! Temos a grande dificuldade de assumirmos o erro e reconhecer que a falha foi mesma nossa. Prova de disso, é o simples fato que atualmente, nos deparamos com várias justificativas, como: “ah! eu fiz isso porque fulano fez aquilo”; “a culpa não é minha; eu fui criado assim”; “...todo mundo faz isso” etc. Assim, empurramos a responsabilidade do nosso fracasso e erro para os outros e até mesmo para o meio em que estamos.
    Com o povo de Israel não era diferente. Eles também achavam que tudo o que faziam estava certo (Jr 2. 35). Isso fazia com que não entendessem o real motivo das aflições que estavam passando (o cativeiro). Mas, Deus em sua infinita misericórdia havia suscitado o profeta Jeremias para lhes mostrar a verdade e assim os corrigir. A sua mensagem seria clara e direta, revelando ao povo que a razão dos problemas que eles estavam enfrentando, e que também estariam por vir, era única: eles haviam deixado o Senhor. O próprio Deus havia mostrado isso para o profeta: “Pronunciarei contra os moradores destas as minhas sentenças, por causa de toda a malícia deles; pois me deixaram a mim, e queimaram incenso a deuses estranhos, e adoraram as obras das suas próprias mãos.” (Jr 1.16).
    Enquanto Israel seguia e se submetia a direção do Senhor o povo desfrutava das mais ricas bênçãos dadas pelo próprio Deus. Isso não significa que eles não tenham passado por dificuldades, mas que elas eram superadas através da providência e do cuidado divino que repousava sobre eles. Enquanto confiavam em Deus como guia; enquanto descansavam nas promessas do Senhor; enquanto guardavam a santa lei, eles superavam cada obstáculo, prosperando em seu caminho e alcançando a vitória. A razão disso era que Deus os guiava. Mas quando deixaram o Senhor isso começou a mudar. Eles trocaram o que tinham de mais precioso por algo sem qualquer valor ou proveito (Jr 2.11); esqueceram-se completamente do Senhor (Jr 2.32). Isso era o real e único motivo que justificava a situação caótica que estavam atravessando.
    Em nossos dias, precisamos tomar o cuidado para não nos assemelhar a Israel e nem tão pouco a esta geração que sempre transfere a responsabilidade do erro ou do fracasso a outros. Não podemos ser tolos e achar que todos os nossos atos sempre são corretos, que somos infalíveis e que nós nunca erramos. Não podemos enxergar apenas os defeitos e falhas dos outros. Não podemos seguir o nosso próprio caminho. E o principal, não podemos e nem devemos nos esquecer do Senhor, nosso Deus. Diante das decisões que teremos que tomar, das atitudes a serem adotadas, dos relacionamentos a desenvolver, precisamos olhar para o nosso Deus e seguir os seus princípios revelados na sua Palavra. Precisamos seguir a sua orientação e nos submeter exaustivamente a sua direção. É preciso olhar para nós mesmos. Encarar que muitas das lutas que enfrentamos hoje são apenas reflexos e conseqüências de termos nos esquecido do Senhor quando ele nos guiava. Entendermos e assumirmos que a culpa é nossa, e não do outro. Que perante o Senhor nós responderemos pelos nossos atos individualmente (Romanos 14:12; 2 Coríntios 5:10; 1 Pedro 1:17).
    Certamente é preciso atenção; bastante atenção. Não nos esqueçamos do Senhor! Que ele seja realmente o nosso guia; aquele que vai adiante de nós nos conduzindo rumo aos céus e a vida eterna.
Rev. Eduardo