
“Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus”
“Jesus Reprova a Avareza”
Lc 12.13-21
Avareza é o excessivo e sórdido apego ao dinheiro/talentos/tempo/bens...
“Singular a loucura do avarento! Vive na miséria, priva-se de tudo, faz sofrer aqueles que os rodeiam, torna-se detestável e detestado, para ter a glória de morrer rico na opulência! O avarento, verdadeiro insulto à beleza da vida, não convida nada a si mesmo: sofre fome e frio; passa uma vida de mendigo, sendo às vezes milionário. Priva-se de tudo com medo de se ver, um dia, privado de alguma coisa. Sempre que pode, tira tudo dos outros, mas nada concede a si próprio. A sordidez de sua alma força-o a sofrer todos os tormentos do rico e todas as angústias do pobre! Ao avarento tanto lhe falta o que tem quanto o que não tem. O avarento arrasta a vida torturado, sob o temor constante de perder os seus bens, quando anseia acumular cada vez mais. Torna-se incrédulo, porque no meio de tanta preocupação das coisas terrenas não lhe sobeja tempo para pensar em Deus ou meditar na eternidade. Eis porque Jesus Cristo dizia: “não podeis servir, ao mesmo tempo, a Deus e ao dinheiro”. Por amor ao dinheiro, comete o avarento torpezas de todas as espécies. O apóstolo Paulo adverte: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males... Os avarentos não possuirão o Reino de Deus” (Malba Tahan Sob o Olhar de Deus pp.183 e 184)”.
A avareza é uma postura que não se mede só em função da quantidade de bens. É antes uma atitude de apego aos bens e/ou ao dinheiro. Tem gente que mesmo dentro das Igrejas, corre o rico de ser avarento quando confia mais na providência do dinheiro do que na providência de Deus. É exatamente neste ponto que devemos rever a nossa postura com relação ao dízimo. Será que devolver ao Deus da providência apenas 10% daquilo que Ele nos concede fará falta em nossa sobrevivência? Certamente, existem situações complicadas pelas quais passamos por administrarmos mal o dinheiro, por priorizarmos o supérfluo, por não fazer previsão para tempos difíceis, além das questões de emergência. Quem não recebe não tem como devolver. Quem está desempregado não tem como dizimar. Dizimar é uma forma de prestar culto a Deus. Não devemos fazer isso de maneira constrangida, forçada mas como expressão de fé e de alegria. Ser dizimista é acreditar que Deus é providente, é contribuir para melhoria das estruturas físicas do templo e é participar verdadeiramente do projeto missionário da Igreja. Quem não é dizimista ainda não entendeu o que significa ser missionário. O dinheiro dos dízimos dá sustento material para os missionários nos diversos campos. Contribuir é uma maneira de mostrar que nós acreditamos em missões, assim como orar, ir, testemunhar. “Que diferença fará daqui a 100 anos se você: 1. Morou num palacete ou numa casinha alugada?; 2. Se usou roupas sob medida ou compradas numa liquidação?; 3. Se passou as férias na Europa ou no quintal de casa?; 4. Se comeu peru e filé mingnon ou feijão com farinha?; 5. Se dormiu em colchão de espuma ou numa rústica esteira?; 6. Se possuiu seu próprio automóvel ou andava de ônibus?; 7. Se teve empregados às suas ordens ou recebia ordens de um patrão?; 8. Se andou sobre tapetes macios ou no áspero chão de cimento?; 9. Se pertenceu à alta classe social ou era um simples cidadão?; 10. Se teve 100 milhões reservados no banco ou vivia num aperto tremendo? QUE DIFERENÇA FARÁ ISSO DAQUI A 100 ANOS? NENHUMA! ABSOLUTAMENTE NENHUMA!
ENTRETANTO... Fará MUITÍSSIMA diferença daqui a 100 anos se você é HOJE uma pessoa SALVA ou PERDIDA pois esse fato DETERMINA se daqui a 100 anos você estará no CÉU ou no INFERNO. Isso fará muitíssima diferença não somente daqui a 100 anos mas por toda a eternidade! Jesus disse: “Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e Perder a sua alma?”
(Pastor Jorge - organizador dos textos)