
Grande parte das experiências da vida consiste em trocar uma coisa inferior por outra melhor. Troca-se um carro usado por um carro novo; troca-se uma televisão de 14” por uma de 29”; troca-se um emprego por outro com mais benefícios e salário maior, etc.
Mas, a melhor troca que alguém pode fazer é a troca da morte pela vida. Por sua morte na cruz, Cristo tornou possível ao pecador permutar o seu pecado pela justiça de Cristo (2 Co 5. 21). Cristo tornou possível trocar a ira de Deus sobre um pecador impenitente pelo perdão que hoje pousa sobre ele. Mediante a fé e o arrependimento, o homem troca o lugar de condenação pela casa do Pai. Por um ato da graça divina, troca a rejeição pela aceitação.
Todas essas trocas são maravilhosas e misteriosas e se resumem na troca da morte pela vida. Somente pela vontade e iniciativa de Deus tal troca é possível. Todavia, o homem, morto em seus delitos e pecados, desconhece a possibilidade de efetuar a troca da morte pela vida, “...como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,...” (Efésios 4.17-18).
Tirar o homem da ignorância em que vive é função da igreja, daqueles que já receberam e vivem a nova vida que Cristo proporciona (Gálatas 2.20). Devemos enxergar a igreja como a agência de vida, como o representante de Deus que promove a possibilidade do homem trocar a morte pela vida.
Para cumprir eficaz e eficientemente sua função, propomos uma retomada da dinâmica da igreja, propomos ousadia nas suas estratégias de comunicação, propomos um pensar cuidadoso e bíblico nos seus propósitos, propomos excelência na qualidade das suas atividades. A igreja, como agência de promoção da nova vida em Cristo, deve dar passos de fé para comunicar o novo, e para experimentar o crescimento, com qualidade, que vem de Deus.
Para que a igreja esteja envolvida nesse processo é necessário mais do que membros fiéis. É necessário discípulos que tenham o zelo, a energia, a visão e o interesse de dar nascimento a um processo de renovação da igreja. É tempo para que sejam experimentados, testados, refinados e disseminados novos modelos de ministério que conduzam a igreja ao propósito de ser agente comunicador da vida que Deus oferece.
A alegria de ver a vida de Deus sendo comunicada àqueles que estão mortos; a alegria de ver a igreja causando um impacto transformador na sociedade; a alegria de ver pessoas trocando a morte pela vida está reservada para aqueles que não têm medo de fracassar, está reservada para aqueles que estão prontos para dedicarem tudo quanto têm, está reservada para aqueles que mantêm a essência do evangelho sem se esquecer das necessidades do homem pós-moderno.
Este é nosso desafio: transmitir a nova vida em Cristo. Fazer discípulos.
Pr. Eduardo