
Na Igreja de Cristo ninguém tem autonomia para se auto-nomear. Pastor, Presbíteros e Diáconos, todos, sem exceção, precisam ser vocacionados por Deus para estes ofícios (Hb 5.4).
Os pastores, presbíteros e diáconos, são constituídos por Deus para a preservação do rebanho. A eleição feita pela igreja, deve ser vista como um reconhecimento público de que os referidos oficiais foram escolhidos por Deus; a eleição nos fala do processo não da fonte da autoridade dos eleitos. Desta forma, a autoridade deles é derivada de Deus, não do povo que os elegeu; por outro lado, eles precisam ter em mente que prestarão contas dos seus atos a Deus. O Novo Testamento nos chama a atenção para o ministério universal dos crentes: todos somos responsáveis pelo desempenho do serviço de Deus em Sua Igreja (Ef 4.11-12).
A Segunda Confissão Helvética (1562-1566), no capítulo XVIII, falando sobre os “ministros da Igreja”, declara: “É verdade que Deus poderia, pelo Seu poder, sem qualquer meio, congregar para Si mesmo uma Igreja de entre os homens; mas Ele preferiu tratar com os homens pelo ministério de homens. Por isso os ministros devem ser considerados não como ministros apenas por si mesmos, mas como ministros de Deus, visto que por meio deles Deus realiza a salvação de homens.”
A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil, (1950), capítulo VII, seção 1ª, Art 108, diz: “Vocação para ofício na Igreja é a chamada de Deus, pelo Espírito Santo, mediante o testemunho interno de uma boa consciência e a aprovação do povo de Deus, por intermédio de um concílio.” (Vd. At 20.28).
Calvino (1509-1564) comenta: “O que torna válido um ofício é a vocação, de modo que ninguém pode exercê-lo correta ou legitimamente sem antes ser eleito por Deus (...). Nenhuma forma de governo deve ser estabelecida na Igreja segundo o juízo humano, senão que os homens devem atender à ordenação divina; e, ainda mais, que devemos seguir um procedimento de eleição preestabelecido, para que ninguém procure satisfazer seus próprios desejos. (...) Segundo é a promessa de Deus de governar sua Igreja, assim Ele reserva para si o direito exclusivo de prescrever a ordem e forma de sua administração.”
“A Deus pertence com exclusividade o governo de sua Igreja. Portanto, a vocação não pode ser legítima a menos que proceda dele.”
O serviço que prestamos a Deus, deve ser visto não como uma fonte de lucro ou projeção mas como resultado de um chamado irrevogável de Deus. Paulo em seu ministério tinha esta consciência, de ser apóstolo pela vontade de Deus (Vd. Rm 1.1; 1Co 1.1; 2Co 1.1; Ef 1.1; Cl 1.1, etc.).
Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa