
“Porque, se perdoares aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará” (Mt 6.14).
“Falar de perdão é falar de Deus, é falar da graça, é falar da capacidade de oferecer aos outros uma memória apagada, sem registros, sem mágoas e sem as tatuagens do ressentimento.
Perdoar é deixar o outro nascer de novo na nossa história, sem as memórias que fizeram dele uma desagradável lembrança. Falar de perdão é falar de um alto padrão, é falar de algo que o mundo não ensina, é falar daquilo que a natureza caída do cosmos não criou, nem por seleção natural, nem por geração espontânea, porque não se aprende as leis do perdão na natureza. Falar de perdão é falar de vida, de saúde, de paz e da verdadeira humanidade individual que se transforma na semelhança de Deus, pois quem não perdoa, adoece e se deforma como gente. Falar de perdão é falar do sentimento essencial para se viver com o coração descoberto neste mundo de agressões e de facas afiadas. Falar de perdão é falar de Jesus e dos homens que com Ele almejam ficar parecidos. Falar de perdão é falar da repetição da vida de Jesus na nossa pobre, frágil e caída humanidade individual. Falar de perdão é falar de Deus na minha e na sua vida.” “Se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1 Jo 4.20, 21); “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe” (Lc 17.3,4); (Lc 10.25-37).
Existem vários textos da Bíblia que nos falam sobre a necessidade de perdoar. Estávamos, observando os irmãos Esaú e Jacó. Aprendemos, observando Gn 33 e outros textos que para existir perdão é preciso atitude de humildade (32.4). Jacó estava temeroso do encontro (32.7-11) mas foi, com a ajuda de Deus. Um fato importantíssimo que ocorreu e que precisa ocorrer conosco no caminho do perdão é Ter um encontro com Deus (32.28). O nome de usurpador (Jacó) foi mudado para Israel (o que luta com Deus). A outra realidade que deve ser percebida nesse contexto é que Atitudes concretas devem ser tomadas: (33.4 – correu-lhe ao encontro, abraçou, arrojou-se-lhe, beijou, choraram: correr, abraçar, apertar, beijar e chorar). Ações simultâneas e comoventes, revelando que o perdão não era só de palavras (1 Jo 3.18); Gn 45.1-15; Lc 15.11-32. Às vezes é necessário a ajuda de um intermediário para que o problema seja resolvido. Se for o seu caso, ore, procure ajuda mas vamos resolver as coisas enquanto há tempo e jeito. Que Deus nos ajude!
Pastor Jorge