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Embora eu creia que haja cristãos sérios e fiéis a Cristo em todas elas, como havia nas sete igrejas de apocalipse, a eclesiologia brasileira precisa ser revista. Lendo o livro “Uma igreja sem propósitos - os pecados de uma igreja que resistiram ao tempo”,todas as expressões proferidas por Jesus, que comprometiam as igrejas tinham a ver com a falta de compromisso com o reino de Deus, ausência de santidade pessoal e falta de comunhão com Ele.
Na verdade estamos presenciando uma igreja evangélica tornando-se “babélica”: nomes celebrados (nomes denominacionais); valorização das torres (construções de catedrais); resistência em espalhar (sair para campos missionários).
Percebemos hoje no Brasil, em nossos arraias evangélicos, três ênfases principais que sinalizam a falta de uma teologia da cruz :
- As igrejas históricas permanecem contemplativas, olhando para as glórias do passado, sem perspectivas de futuro, não oferecem esperança a seus membros.
- As igrejas pentecostais centralizaram-se no estilo de liderança autocrática e perderam o conceito de corpo. Seus membros se tornaram subservientes.
- As igrejas neopentecostais, além de lideranças autocráticas, se encantaram com “mamon”. Trocaram a salvação eterna por uma salvação temporal, o que provocou uma escassez de novos nascimentos e uma abundância em prosélitos.
Por todos estes motivos, vejo a necessidade urgente da igreja brasileira assumir uma “teologia da cruz”. A igreja precisa aprender a relevância de uma pedagogia do sofrimento; a realização em servir; a satisfação em se submeter ao senhorio de Cristo Jesus, e só então obter alegria de ver o Senhor fazer.” VOLTE-SE PARA A CRUZ DE CRISTO.
Pr Clói Marques