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Nossos dias têm sido marcados por uma constante dificuldade de ter ou de encontrar esperança. Nada que o mundo possa oferecer tem dado alento ao coração que vive longe de Deus; guerras, rumores de guerras, desastres naturais, epidemias, enfermidades, desemprego, vícios em drogas lícitas ou não, tudo isso e muito mais tem invadido as famílias ao ponto de se encontrarem sem esperança.
É nesse contexto conturbado que a igreja de Cristo deve mostrar o cominho da verdadeira esperança, pois precisamos estar sempre preparados para responder a todo aquele que nos pedir a razão da esperança que há em nós. (1Pe 3.15)
Em análise do texto de Lucas 5.27-32 podemos encontrar algumas atitudes básicas que nos ajudarão a sermos luzeiros, apontando assim o caminho de esperança para parentes, amigos, colegas de trabalho, vizinho, etc..
Em primeiro lugar, para que minha casa seja um lugar de esperança, tenho que seguir a Jesus. A atitude de Mateus em seguir a Cristo corresponde ao que chamamos hoje de conversão. Existe na cultura popular um adágio que diz “Faça o que eu manto e não olha o que faço” para os discípulos de cristo isto não valia. Para os que querem mostrar o caminha de esperança a outros é extremamente necessário que estes saibam qual é caminho e vivam nessa esperança. Uma vida de “cristã” parecida com a de Demas não leva esperança, mas tão somente a vergonha e a dor de quem nunca realmente experimentou a verdadeira vida que existe em cristo.
Em segundo lugar, para que minha casa seja um lugar de esperança, tenho que fazer dela um lugar de oportunidade.
A atitude de Cristo em chamar Mateus para segui-lo com certeza deu ânimo para muitas outras pessoas da mesma classe. Mateus era um Judeu, que prestava serviço ao governo romano cobrando impostos de seus compatriotas. Ao que o texto nos mostra, os amigos de Mateus eram basicamente formado por esse tipo de pessoa. A casa de Mateus era um lugar onde os publicanos certamente não receberiam nenhum tipo de repúdio (De acordo com o Novo Testamento, os publicanos eram detestados pelos judeus e muitas das vezes envolviam-se em corrupção cobrando das pessoas além do que deveriam. E sofriam um grande repúdio da casta religiosa dos fariseus).
Quem melhor para apresentar Cristo a um universitário do que um amigo universitário? Quem melhor para apresentar a Cristo a um advogado do que um amigo Advogado? Quem melhor para apresentar a cristo aos habitantes de um bairro do que os seus vizinhos? Mateus criou a oportunidade para que seus amigos estivessem com ele no dia em que ele recebeu a visita mais importante de sua vida em sua casa.
Nossa casa pode e dever ser usada como um lugar de oportunidade para apresentação de Cristo. Não podemos fazer como os demais que ser trancam em suas residências, existindo para si próprios. Não podemos perder a grande oportunidade de sermos usados por Deus na tarefa da evangelização. Nesta tarefa que levará a verdadeira esperança a muitos lares que se encontram longe do amor de Deus.
Esperança é, antes de mais nada, descobrir nas profundidades do nosso dia de hoje uma Vida em Cristo Jesus.
O Salmo 62.5 diz “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.” Precisamos assumir nossa responsabilidade de anunciadores da esperança que existe em Deus. Precisamos sair do marasmo e dedicar tudo que somos e temos na evangelização. Precisamos entender que com atitudes simples como a de abrir as portas de nossas casas para nossos amigos servirão de meio para que o evangelho seja anunciado.
O mundo nos induz a ser competidores e individualistas. A Igreja precisa estar alerta para que isso não a atinja e assim consiga realizar a sua obra nesse mundo, onde temos a obrigação de sermos sal e luz.
Rev. Wilson.