Terça, Fevereiro 07, 2012
Leitura bíblica diária
  • A verdadeira felicidade
    Salmo 1

    Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado! Pelo contrário, o prazer deles está na lei do SENHOR, e nessa lei eles meditam dia e noite. Essas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo. O...
Notícias Pastoral Reflexões a respeito do Casamento.

Reflexões a respeito do Casamento.

“mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido”

(1 Co 7.2).

           

            

       Neste contexto, a mulher estava em uma condição de inferioridade, estando abaixo do marido através de uma submissão incondicional. A sociedade Coríntia era também profundamente influenciada pelo culto dedicada a Afrodite, a deusa do amor, em que cerca de 1000 sacerdotisas prostitutas eram consagradas àquele culto pagão. Esse culto deu origem ao baixo padrão moral característico de Corínto. Outra questão que também envolve as orientações de Paulo é a expectativa escatológica que determinava o viver dos cristãos naqueles dias (vv.29-31). Além disso, as perseguições e os sofrimentos estavam se intensificando e o tempo  para a evangelização se abreviava. Todos esses elementos contextuais influenciam e determinam as orientações do apóstolo. É por isso que ele enaltece a vocação celibatária (vv.1, 8,40).

Dentre outras questões, podemos aprender:

 1 – A vida conjugal deve ser uma opção voluntária e consciente (1 Co 7.9) – Houve uma época em que os casamentos  eram “arranjados”. Os pais se encarregavam da escolha dos pretendentes e efetuavam o casamento conforme a sua vontade e conveniências. Passamos por uma mudança cultural e esta situação mudou. Ao optar pelo casamento, as partes devem estar conscientes de todos os desafios inerentes a este processo. Embora seja uma opção pessoal, a orientação divina deve ser sempre buscada. Paulo recomenda “casar somente no Senhor”. Se, por um lado, o celibato é um Dom, o casamento também o é. É por isso que a escolha deve ser submetida à vontade do Senhor (Pv 18.22; 19.14). Os pais não devem forçar o casamento dos filhos, pois deve ser uma opção voluntária, mas podem e devem orientá-los. A ação pastoral neste sentido é indispensável. Precisamos evitar: pressão familiar, paixão sexual, busca de prestígio, aventura, fuga da realidade, libertação do domínio dos pais, sentimento de inferioridade, competição etc como fatores determinantes para que eu me case.

2 – A vida conjugal exige responsabilidade (1 Co 13.4-8). A vida conjugal deve ser vivida como: - Uma relação exclusiva – Conhecendo o ambiente promíscuo de Corínto, o apóstolo recomenda a exclusividade (fidelidade) no casamento (v.2 e Gn 2.18-25: rompimento físico, geográfico, emocional e econômico para que a relação se torne exclusiva); - Uma relação recíproca (vv.3-5). O apóstolo revoluciona ao propor a igualdade de responsabilidades em termos de direitos e deveres conjugais. Esta reciprocidade abrange todos os aspectos da vida conjugal, pois o verdadeiro amor “não procura os seus interesses”, mas os interesses da pessoa amada; - Uma relação permanente. (vv 10-15). Conforme Mt 19. 3-8, ao ser interrogado acerca do divórcio Jesus apresenta uma resposta que expressa o ideal de Deus para o casamento: “... o que Deus ajuntou não o separe o homem”. Há, porém algumas condições para em que os vínculos matrimoniais podem ser desfeitos: - Abandono por parte do cônjuge não crente (v.15); - Morte ou desaparecimento do cônjuge (v.39; Rm 7.2-3); - Relação sexual ilícita (Mt 5.32; 19.9). A separação por incompatibilidade de gênios ou outros motivos além dos expostos aqui, carece de fundamentação bíblica. O ideal divino para o casamento é a permanência. O divórcio – prática amparada pela lei -, é uma concessão que existe e é tolerada mais em função  da dureza do coração humano do que da vontade de Deus (Mt 19.6-8).

3 – A vida conjugal não deve prejudicar os compromissos com o Senhor (e nem o contrário) – Paulo levanta uma questão séria que é a falta de equilíbrio na administração dos compromissos familiares e eclesiásticos (vv.32-35). Ele não quer impedir que as pessoas se casem, mas que se dediquem mais ao Senhor. Por isso para ele era melhor não casar. Na Bíblia, o casamento é visto como sublime elevado e digno de honra, sendo até mesmo tomado para ilustrar a relação de Cristo com a Igreja. Os compromissos conjugais, entretanto, não devem prejudicar os compromissos com o Senhor. O casal que não valoriza os compromissos com o Senhor, em função da família, às vezes nem imagina que, com esta atitude está prejudicando a própria família e ameaçando o seu futuro (Sl 127.1; 128). Para que tudo mais vá bem, o nosso primeiro compromisso é com o Senhor.