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“E o Senhor vos aumente, e faça crescer em amor uns para com os outros...” I Ts 3: 12
O crescimento á algo extremamente necessário para a vida humana, mas esse crescimento não pode ser apenas em estatura. As pessoas devem crescer fisicamente, mentalmente, intelectualmente, profissionalmente, etc...
A Bíblia também nos informa que para o crente além dos crescimentos acima citados, ele deve crescer espiritualmente.
Esse crescimento tem várias fases, e uma delas encontramos no texto de ITs 3.12. Mas como crescer em amor?
A excelência do amor é muito conhecida no meio cristão. O mandamento do amor pode ser encontrado por toda a Bíblia em diversos textos, mas a grande pergunta sobre esse tema é: Devo amar todas as pessoas por mais vis que sejam? Devo amar ao Lindenberg mesmos depois de ter seqüestrado e matado sua ex-namorada? Devemos realmente amar aquele que me odeia? Realmente preciso amar a todos? Não seria utopia querer amar todas as pessoas?
Só poderemos encontrar as repostas para essas perguntas, depois de entendermos realmente o que é o amor e para entendê-lo precisamos olhar para a Bíblia.
Antes de prosseguir, é extremamente importante entendermos que o amor a que nos referimos é o amor que vem de Deus. Não estamos falando de um amor humano (sexual, filantrópico), mas exclusivamente do amor que é dom, dádiva de Deus, manifestado pelo fruto do Espírito (Gl. 5.22), e por esse motivo, creio que umas das formas de desenvolvermos e cultivarmos o amor em nossas vidas é entendendo que ele não é um sentimento. Em nenhum lugar nas escrituras encontramos a palavra amor (o amor dom divino) associado ao sentimento dos indivíduos. Categoricamente amor não é sentimento! Aquela sensação de paz e alegria e prazer que sentimos quando estamos ao lado de alguém que amamos é natural a todos os homens, mas o Amor que é Dom Divino ultrapassa a barreira dos sentimentos e atinge aos indivíduos com ações que vai da bondade á abnegação. James C. Hunter em seu livro “O monge e o Executivo” nos ajuda a entender com mais clareza a excelência do amor fazendo um trabalho simples de analise gramatical do texto de ICo 13. Eis aqui parte dessa análise segundo o texto do apóstolo Paulo: Paciência – Mostra autocontrole; Bondade - dar atenção, apreciação, incentivo; Humildade - ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância; Respeito - tratar as pessoas como se fossem importantes; Abnegação - satisfazer as necessidades dos outros; Perdão— desistir de ressentimento quando enganado; Honestidade - ser livre de engano (ICo 13).
Ao analisarmos o amor dessa forma, entendemos que ele tem muito amais haver com ações e comportamentos do que com sentimentos. Desta forma, posso responder que, para o crente amar ao inimigo ou a todas as pessoas não é utopia, pois existe a possibilidade de demonstramos esse tipo de amor a todos. Mas porque isso é tão difícil? A resposta sincera para essa pergunta é porque escolhemos a quem amar atitude bem diferente da que tomou nosso Senhor Jesus Cristo. A oração exortativa que o apostolo Paulo fez pelos irmãos de Tessalônica (ITs 3.12) é muito importante para nós.
Estamos cada vez mais longe do amor ao próximo, e quando dizemos que amamos, amamos muitas vezes só de palavra. Precisamos entender que o genuíno amor carrega consigo ações, as quais podem vir ou não acompanhada de sentimentos.
É justamente por isso que encontramos o amor (o que não é sentimento) como forma de mandamento nas escrituras (Dt 10.19; Mt 5.44; Lc 6.35;Rm 12.10; Ef 5.25; IPe 1.22). Precisamos assumir essa responsabilidade, pois a característica marcante na vida do cristão está no fato dele amar todas as pessoas, e agindo assim, ele certamente estará caminhado paro o crescimento em amor.
Crescer em amor não é estar de bem e com o próximo. É fazer o bem a ele!
Crescer em amor não é sentir. É agir!
Crescer em amor é deixar de se ver como exclusivo, e incluir todos em amor em seu coração.