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Na vida temos muitas incertezas, mas creio que a tarefa, de formarmos uma família traz-nos uma preocupação especial. Quando estamos solteiros nossas preocupações e decisões são basicamente relacionadas a apenas um indivíduo, você, mas quando nos casamos as preocupações e decisões terão uma amplitude bem maior atingindo assim você, o outro e os outro (você, seu cônjuge, e seus filhos).
Para minimizar as preocupações quanto ao futuro lar a ser formado, a Bíblia nos instrui apontando o caminho que devemos seguir. Antes de vermos o que a Bíblia nos orienta é importante dizer que muitos cristãos não têm dado a devida atenção para as diretrizes bíblicas sobre o namoro e casamento, dando vazão tão somente para suas carências, ou porque não dizer para satisfazerem suas paixões lascivas.
1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los, pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando com incrédulos levou à apostasia da igreja existente antes do dilúvio e à destruição do mundo antigo pelo dilúvio (Gênesis 6:1-2). Desobedecer ao mandamento de Deus casando-se (ou namorando) um não-cristão é uma das diversas maneiras pelas quais um(a) filho(a) de Deus coloca sobre seus ombros (o doloroso) jugo desigual: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14). Dessa forma, diz a Confissão de Fé de Westminster: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas” (XXIV:III).
Para que tenhamos paz na difícil tarefa de formarmos uma família, devemos colocar em prática as orientações bíblicas. Na tentativa de formar uma família, muitos têm começado de forma errada, e a não ser por uma intervenção divina (milagre da conversão) estes não terão paz nesse relacionamento. É a própria Bíblia que diz que não pode haver comunhão entre trevas e luz, “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?”
O grande motivo, pelo qual, muitos se enveredam pelo caminho do namoro e casamento misto se dá ao fato de colocarem a sua própria vontade acima da vontade de Deus. Negligenciam todas as ordens devidas quanto a esse assunto e ainda querem a bênção de Deus.
A verdade é que quando começamos a achar os mandamentos de Deus penosos é um grande sinal de que não estamos no centro de sua vontade. “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.
Pela fé você terá uma família abençoada, e é essa fé que fará você a começar de maneira certa o seu relacionamento, pois ela te mostrará que muito mais vale obedecer a Deus do que a homens (At 5.29), mesmo que este homem seja você.
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações.” Jr 17.9-10.
Rev. Wilson.