Líder é aquele subordinado a Deus, que mobiliza talentos para a realização de projetos através de pessoas. Mas antes de ter os outros como agentes no projeto é preciso que o próprio líder esteja comprometido com o Deus do projeto e com o projeto de Deus. No texto lido, temos Deus falando com Moisés, dando-lhe uma missão, a qual depois se desdobraria em outras missões. Podemos aprender com a vida desse líder que Deus chamou algumas lições, as quais podem nos ajudar no cumprimento da nossa missão.
Nos dias de ontem e de hoje estamos, pela graça de Deus, nos reunindo em Congresso para avaliar os trabalhos realizados no decorrer do ano em curso e para estabelecer novas lideranças para o próximo ano. Será certamente um ano de grandes desafios. Aos desafios respondemos que nosso Deus é maior do que eles. Estamos com a responsabilidade de assumirmos, cada um a nossa responsabilidade e darmos continuidade à obra do Senhor, desta feita, realizada através de uma sociedade interna.
Observando Moisés podemos aprender que: 1 – É preciso ouvir e obedecer à voz de Deus – (v.10) – Todos já fomos chamados para a salvação. Pelo menos é o que se espera. Moisés já havia contemplado a presença de Deus através da sarça ardente. Moisés sabia muito bem quem estava falando. Existe uma expressão que se repete muitas vezes na Bíblia e que não aparece por acaso: “Quem tem ouvidos para ouvir ouça o que o Espírito diz às Igrejas”. Deus nos elegeu e nos dá uma missão a frente da obra Dele. Para nós, essa é uma responsabilidade privilegiada. É preciso ouvir e obedecer. O líder “surdo” (que não consegue ouvir a voz de Deus) não conseguirá cumprir a voz de Deus, pois quem não ouve a Deus continua executando apenas os próprios projetos e não os projetos do Reino. Moisés ouviu e obedeceu. A Bíblia diz que o obedecer é melhor que o sacrificar. Ainda que possua uma dimensão burocrática e uma estrutura hierárquica a sociedade interna pode ser um instrumento nas mãos de Deus para a realização da obra. Isso nas mãos de uma liderança atenta e obediente. 2 – É preciso não desanimar em virtude dos aparentes fracassos e limitações – (v. 12) Todos conhecemos quem era Moisés (gago) e quem era o povo (difícil). Muitas vezes as situações são adversas. Muitas vezes existem em nós e nos nossos liderados fragilidades que nos desanimam no cumprimento da obra. Temos limitações e o povo tem as limitações dele. Certamente, Moisés coloca em evidência o que poderia ser uma boa desculpa para que Deus procurasse outro escolhido. Ocorre isso conosco muitas vezes. Queremos que o escolhido/a seja outro/a. Afinal de contas temos as nossas limitações e o povo também. Meus irmãos e irmãs creio, que não é errado reconhecer as fragilidades sem, contudo usá-las para justificar o não cumprimento da nossa responsabilidade. “Quem quer fazer arruma um jeito e quem não quer fazer arruma uma desculpa”. É sempre bom relembrar que a desculpa que damos para o nosso não envolvimento não é para pessoas somente. Damos desculpas pro Senhor da obra. Isso certamente trará conseqüências para nós. Fragilidade deve nos levar a posturas de humildade e de dependência total nas mãos de Deus. Foi assim com Cristo (seja feita a tua vontade), foi assim com o apóstolo Paulo (quando sou fraco aí é que sou forte, pois Deus é a minha força). É preciso entender que Deus conta conosco – (v. 13) – Deus poderia e pode usar quem e o que Ele quiser. Mas Deus continua contando com pessoas. Pessoas como você e eu. Pessoas que são chamadas ao compromisso. Estou repetindo sempre: Deus não quer telespectadores no seu reino Ele quer discípulos em seu reino. Todos nós com as nossas fragilidades fomos e somos alvo do amor de Deus. Servi-lo deve ser um grande privilégio e não um peso. Poder ser instrumento nas mãos do Senhor é uma bênção que não preço. Essa bênção é disponibilizada a nós os eleitos. Ao cumprirmos com nossa responsabilidade, com a ajuda Dele, vamos encontrando a razão para a nossa própria existência. Quanto tempo perdemos com coisas que não contribuem para nós mesmos e para a expansão do Reino? Quem faz a obra de Deus deve ser o povo de Deus. Não espere que os filhos do maligno venham fazer o que você tem que fazer. Quando ouvimos o apóstolo Paulo, somos novamente desafiados: “Se anuncio o evangelho não tenho do que me gloriar, pois sobre mim pesa essa responsabilidade, porque ai de mim se não pregar o evangelho”. A Igreja Presbiteriana criou uma estrutura para facilitar o nosso envolvimento no ato de pregar o evangelho. Cada sociedade é um canal para a expansão do reino, mas a estrutura só tem sentido com o envolvimento de pessoas como você e como eu. Vamos nos envolver. Os eleitos serão, com a ajuda dos membros e dos pastores, canais de bênção na expansão da obra do Senhor em nosso presbitério e no mundo. A Deus seja toda glória!