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Por Reverendo Wilson.
“Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão.” Ml 2.13
O povo de Deus que vivia nos tempos de Malaquias estava prestes a ter uma surpresa. Eles sentiam que Deus os havia abandonado, mas eles não conseguiam entender qual a razão disto. Como Deus não os ouvia se as cerimônias eram pomposas, solenes, dentro do mais refinado ritual religioso?
O profeta Malaquias explicou: Deus virou as costas para eles porque estavam oprimindo o trabalhador e se esquecendo dos pobres (Ml 3.5); estavam sendo infiéis à aliança do casamento (Ml 2.15,16) e roubavam de Deus ao reter seus recursos financeiros (Ml 3.8).
Ao observarmos esses textos devemos nos perguntar: conseguimos cultuar a Deus mesmo sendo tão indiferentes ou desprezando aqueles que, querendo ou não, consideramos inferiores a nós? Existe possibilidade de cultuarmos a Deus sendo infiel ao meu cônjuge, infidelidade esta que em nossos dias pode acontecer na frente de um monitor de LCD, na troca de torpedos ou de depoimentos em alguma página de relacionamento? Conseguimos cultuar a Deus se somos egoístas, egocêntricos e arrogantes retendo aquilo que não é nosso ao não entregarmos a Deus o dízimo e não abrindo nosso coração para ofertas missionárias ou esmolas para um pedinte?
A cada dia que passa muitos de nós nos distanciamos da verdadeira espiritualidade! Muitos julgam que a espiritualidade está somente nas orações, leituras bíblicas, cânticos espirituais, no estudo Bíblia, não enxergando a beleza que é viver no espírito.
Muita gente pensa que Deus se impressiona com um ritual religioso; vão sempre aos cultos e se emocionam com a música e as mensagens; levantam as mãos, dizem palavras de adoração e chegam a derramar lágrimas.
Querer separar o culto, a adoração, da própria vida, é tolice, desconhecimento da natureza de Deus. A quem se quer enganar? A Deus? Ele vê a pessoa como um todo, sabe quando ela se deita e se levanta. Sabe como trata os empregados, a esposa, as pessoas estranhas na rua. Sabe o quanto ganha e como é mesquinha em sua contribuição para ajudar os necessitados e para a extensão do seu Reino no mundo. É..., às vezes Deus nos deixa falando sozinhos mesmo.
É necessário que façamos uma auto-análise, e ao cunclui-la, certamente perceberemos que há a necessidade de abandono de pecado (s) e de incluir “novas” praticas em nossa vida.
“Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.” Ml 4.1,2
Devemos adora a Deus em nosso viver sem jamais deixar de ter uma vida de adoração.