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A Igreja cristã é a agente que Deus ordenou para a evangelização. Vemos isso claramente nas palavras de Jesus aos seus discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19).
Diante disso não há dúvidas que é o próprio Deus que a capacita para tal tarefa (Atos 2). A igreja é chamada para fora, ou seja, para viver o cristianismo fora das quatro paredes, testemunhando ao mundo acerca das boas novas do evangelho.
Escrevendo acerca do agente que Deus usa na evangelização KUIPER afirmou que “incontestavelmente a Igreja cristã é a agente que Deus designou para a obra de evangelização”[1]. Ele ainda faz uma distinção entre a igreja como organização operando por meio de seus ofícios especiais, e a igreja como organismo de crentes, onde cada um desempenha um oficio geral ou universal. Desta forma, ambos, igreja como organização e como organismo, são agentes que Deus designou para a missão de evangelizar. Deus é o autor da evangelização, isto implica em que ela não é produto do homem, mas determinação de Deus.
Somos sal da terra e luz do mundo (Mateus 5.13-14)! Estas expressões usadas por Jesus ao referir aos seus seguidores, refletem de forma clara e contundente a necessidade de sermos este agente divino.
Várias são as passagens que encontramos na Escritura que se referem a esta tarefa de evangelizar. Sobre isso Jesus declarou a Pedro: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Em outro lugar: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.18-19).
Já no livro de Atos temos a promessa do Espírito Santo, que iria ajudar a Igreja a testemunhar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).
É importante lembrarmos que no livro de Atos encontramos uma passagem muito interessante a este respeito (Atos 13.2-3). Pelo estudo do livro sabemos que havia uma igreja organizada em Antioquia, e esta igreja recebeu uma ordem do Espírito para separarem Barnabé e Saulo para a obra a qual Deus estava lhes chamando. Fica evidente neste texto que eles foram enviados pelo Espírito através da Igreja à obra missionária, conforme vemos nos versos seguintes também.
Todos os crentes, sem exceção, estão incluídos nesta tarefa. “A igreja é uma realeza de sacerdotes, um sacerdócio de reis. E cada sacerdote e rei têm o dever de proclamar as excelências do seu Salvador. É sua função como profeta”[1]. Isso pode ser comprovado quando olhamos para 1Pedro 2.9 – “...a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz”.
Cada cristão é um agente da evangelização, ordenado por Deus. ERICKSON nos diz que “esse foi o último assunto que Jesus tratou com seus discípulos. Parece que ele via a evangelização como a própria razão da existência deles [...] O chamado para a evangelização é uma ordem [...] Não se tratava de uma questão opcional para eles [...] Isso implica ir a pessoas de quem gostamos e a pessoas de quem, por natureza, talvez tenhamos a tendência de não gostar. Isso se estende a pessoas que são diferentes de nós”[2].
Complementando esta idéia lembramos que KUIPER afirma que “Deus quer que o Evangelho seja proclamado ao mundo todo e em todo o tempo para que seja congregada a soma total dos eleitos”[3].
Vamos cumprir a nossa responsabilidade. Vamos Evangelizar!
Pastor Eduardo