Segunda, Fevereiro 06, 2012
Leitura bíblica diária
  • A torre de Babel
    Gênesis 11.1-9

    Naquele tempo todos os povos falavam uma língua só, todos usavam as mesmas palavras. Alguns partiram do Oriente e chegaram a uma planície em Sinar, onde ficaram morando. Um dia disseram uns aos outros: — Vamos, pessoal! Vamos fazer tijolos queimados! Assim, eles tinham tijolos para construir, em vez de pedras, e usavam piche, em vez de massa de pedreiro. Aí disseram: — Agora vamos construir uma cidade que tenha uma torre que chegue até o céu. Assim ficaremos famosos e não seremos espalhados pelo mundo inteiro. Então o SENHOR desceu...
Notícias Pastoral PRESBÍTEROS E DIÁCONOS

PRESBÍTEROS E DIÁCONOS

PRESBÍTEROS E DIÁCONOS:

SERVOS DE DEUS NO CORPO DE CRISTO ( ...continuação)

 I – DIÁCONO:

1. Introdução Geral:

             O termo “diácono” e suas variantes provêm do grego e significam: “servo”, “serviço” e “servir”.

             No judaísmo, encontramos a compreensão mais profunda a respeito daquele que serve. O pensamento oriental não considerava indigno o serviço. A grandeza do senhor determinava a grandiosidade do serviço. Quanto maior o senhor a quem se serve, mais o serviço é valorizado.

             O historiador judeu Flávio Josefo, usou o termo em três sentidos: a) Servir à mesa; b) Servir no sentido de obedecer; c) Prestar serviços sacerdotais.

Posteriormente, a idéia de serviço foi perdendo a conotação de entrega de si em favor de outrem, assumindo a idéia de uma obra meritória perante Deus. Mais tarde, deteriora-se ainda mais, passando a ser considerado indigno o serviço, especialmente no que se refere ao servir à mesa.

             No Novo Testamento ocorrem os substantivos “Diaconia” (33vezes – Lc 10.40; At 1.17, 25; 6.1,4; 11.29; 12.25; 20.24; 21.19; Rm 11.13; 12.7; 15.31; 1Co 12.5; 16.15; 2Co 3.7-9 (2 vezes); 4.1; 5.18; 6.3; 8.4; 9.1,12-13; 11.8; Ef 4.12; Cl 4.17; 1Tm 1.12; 2Tm 4.5,11; Hb 1.14; Ap 2.19) e “Diáconos” (30 vezes – Mt 20.26; 22.13; 23.11; Mc 9.35; 10.43; Jó 2.5,9; 12.26; Rm 13.4 (2 vezes); 15.8; 16.1; 1Co 3.5; 2Co 3.6; 6.4; 11.15,23; Gl 2.17; Ef 3.7; 6.21; Fp 1.1; Cl 1.7,23,25; 4.7; 1Ts3.2; 1Tm 3.8,12; 4.6;) e o verbo “Diaconar” (34 vezes – Mt4.11; 8.15; 20.28; 25.44; 27.55; Mc 1.13,31; 10.45; 15.41; Lc 4.39; 8.3; 10.40; 12.37; 17.8; 22.26-27 (2 vezes).

2. A Origem:

             A origem deste ofício eclesiástico, deve ser buscada em Atos 6.1-7. Teve a sua origem como resultado de uma necessidade. As viúvas dos helenistas (judeus de fala grega, provenientes da Dispersão), estavam sendo “esquecidos na distribuição diária” (At 6.1).

             Os apóstolos reconhecendo o problema e ao mesmo tempo não tendo como resolver tudo sozinho, encaminharam à Comunidade, de forma direta, a eleição de “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria”, aos quais encarregariam deste serviço (At 6.3). A eleição foi feita. Os apóstolos, então, se dedicaram mais especificamente “à oração e ao ministério da Palavra” (At 6.4), ofício para o qual foram especialmente chamados: Pregar a Palavra de Deus.

             Historicamente este ofício permaneceu e se expandiu geograficamente, conforme atestam os documentos históricos.

3. Definição:

             Os diáconos são homens “constituídos pela igreja para distribuir as esmolas e cuidar dos pobres, como procurador seus” [1]. Analisando Atos 6, Calvino diz na primeira edição da Instituição (1536): “Vede aqui o ministério dos diáconos: cuidar dos pobres e ajudar-lhes. Daqui lhes vem o nome; e por isso são tidos como ministros[2]. O artigo 53 e alíneas da Constituição da IPB, apresenta uma definição que segue a mesma linha bíblica de Calvino; porém, amplia mais a sua função, adaptando-a às necessidades da Igreja no Brasil.

 

Requisitos para o Ofício de Diácono:

Ser vocacionado:

             Na Igreja ce Cristo ninguém tem autonomia para se autonomear. Pastor, Presbíteros e Diácono, todos, sem exceção, precisam ser vocacionados por para estes ofícios (Hb 5.4).

Ser discípulo de Cristo: (At 6.1, 3)

             Os diáconos seriam escolhidos pela Igreja, entre os seus membros, entre os discípulos de Cristo.

Ter boa reputação: (At 6.3)

             O diácono precisa Ter o reconhecimento público de uma vida digna (vd. comparativamente: At 10.22; 1Tm 5.10; Hb 11.2, 4).

Ser cheio do Espírito Santo: (At 6.3)

             Eles precisavam ser cheios do Espírito – como todo o cristão, (Ef 5.18) – para poderem, de modo especial, desempenhar as suas atividades dignamente, demonstrando amor, alegria, paz, longanimidade, mansidão... que são subprodutos do amor, que é o fruto do Espírito (Gl 5.22, 23).

 

...Continua...

Rev. Hermisten M. P. da Costa



[1] J. Calvino, Institución, IV. 3. 9.

[2] J. Calvino, Institución de la Religion Cristiana (1536).