Segunda, Fevereiro 06, 2012
Leitura bíblica diária
  • A torre de Babel
    Gênesis 11.1-9

    Naquele tempo todos os povos falavam uma língua só, todos usavam as mesmas palavras. Alguns partiram do Oriente e chegaram a uma planície em Sinar, onde ficaram morando. Um dia disseram uns aos outros: — Vamos, pessoal! Vamos fazer tijolos queimados! Assim, eles tinham tijolos para construir, em vez de pedras, e usavam piche, em vez de massa de pedreiro. Aí disseram: — Agora vamos construir uma cidade que tenha uma torre que chegue até o céu. Assim ficaremos famosos e não seremos espalhados pelo mundo inteiro. Então o SENHOR desceu...
Notícias Pastoral Às vezes Deus diz não

Às vezes Deus diz não

Por R. C. Sproul “Surpreendido pelo Sofrimento” – Adaptado por Rev. Wilson Ribeiro Ferreira.

   Às vezes Deus diz não. Às vezes ele nos chama para sofrer e morrer, mesmo quando desejaríamos exigir o contrário. A oração de Jesus era direta e sem ambigüidades. Ele gritou por alívio. Ele pediu que o cálice terrivelmente amargo fosse removido. Cada sentimento de sua humanidade se encolhia diante do cálice. Ele implorou a seu pai que o libertasse do seu dever. Mas Deus disse não. O caminho do sofrimento era o plano de Deus. Era a vontade de Deus. Era sua vontade pura e inalterada. A Cruz não era uma idéia de Satanás. A paixão de Cristo não foi resultado de contingências humanas. Não foi uma maquinação acidental de Caifás, Herodes ou Pilatos. O cálice foi preparado, entregue e administrado pelo Deus Onipotente.

Jesus qualificou sua oração: “Se for a tua vontade...” Jesus não “apresentou e reivindicou.” Ele conhecia seu Pai muito bem para saber que esta poderia não ser a sua vontade. A história não termina com as palavras: “E o Pai se arrependeu do mal que havia planejado, afastou o cálice e Jesus viveu feliz para sempre.” Tais palavras se aproximam da blasfêmia. O evangelho não é um conto de fadas. O Pai não entraria em acordos sobre o cálice. Jesus foi chamado para tomá-lo até a ultima gota. E ele o aceitou. “Contudo, não se faça a minha vontade, e, sim, a tua” (Lc 22.42).

Este “contudo” é a suprema oração da fé. A oração da fé não é uma ordem que colocamos diante de Deus. Não é a presunção de um pedido atendido. A autêntica oração da fé é aquela que se assemelha à oração de Jesus. É sempre apresentada num espírito de submissão. Em todas as nossas orações devemos permitir que Deus seja Deus. Ninguém diz ou Pai o que deve fazer, ninguém, nem mesmo o Filho. Orações devem sempre ser feitas com humildade e submissão à vontade do Pai. A oração da fé é a oração da confiança. A própria essência da fé é confiança. Confiamos que Deus sabe o que é melhor. O espírito de confiança inclui o espírito de disposição para fazer o que o Pai deseja que façamos. Este tipo de confiança foi personificado em Jesus no Getsêmani. Embora o texto não seja explicito, é claro que Jesus deixou o jardim com a resposta de Deus para o seu pedido. Não há nenhuma blasfêmia ou amargura. Sua comida e sua bebida eram a vontade do Pai. Dede que o Pai disse NÃO, estava resolvido. Jesus se preparou para a cruz. Não fugiu de Jerusalém, mas entrou na cidade com o semblante determinado. Às vezes Deus diz não. Nesses momentos, devemos ter mais uma vez a disposição de Cristo. Devemos nos preparar para o mal que Deus reservou para nós e encará-lo com determinação, sem jamais nos esquecermos que a boa mão de Deus está sempre ao nosso lado, mesmo quando estamos passando pelo vale da sobra da morte.

“Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.” Salmos 46.01