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Por Rev. Jorge- Igreja Presbiteriana Betânia de jataí-GO
Nos tempos do NT havia um movimento gnóstico que priorizava a alma em detrimento do corpo e esse movimento ganhou força ao longo da História. A História Ora exalta ora diminui a importância do corpo. Preservado através das múmias do Egito, exaltado e exposto pelos gregos; escondidos pelas roupas na idade média; reproduzidos no renascimento, dissecados e estudados na modernidade, o corpo foi: abandonado; mutilado, cremado, sepultado, guardado, ingerido, preservado por produtos químicos, clonados? Pela falta de uma visão coerente do corpo, temos dificuldade de sermos bons mordomos do mesmo. Essa é uma grande verdade: o corpo não é nosso! É emprestado para nosso uso, portanto o que fazer com ele já está estabelecido pelo dono: Deus!
Em Rm 12 o Corpo é apresentado como o nosso culto racional – A idéia é de contraste entre os sacrifícios de animais tão comuns nos cultos da época. O que prevalecia para o sacrifício judaico era o cordeiro macho sem defeito, valorizando assim a questão estética também. Ex 12.5; Dt 15.21; Lv 22.17-24. Também eram proibidas práticas comuns entre os povos pagãos ou animistas como as marcas no corpo (Lv 19.28; 21.5; Dt 14.1). Aqui, pensamos um pouco sobre a questão dos pircings, tatuagens e scarybodies, etc. Esses adereços se popularizaram através de povos exóticos, dos piratas, ladrões e rebeldes em diversas culturas. São procedimentos mais complexos que geram alterações estéticas. Anéis, pinturas de cabelos, adereços podem ser colocados e retirados sem gerar constrangimentos nos diversos locais pelos quais somos obrigados a conviver: Escola, trabalho, ambientes formais, etc. O grande problema é que existem resistências a essas ações estéticas tanto dentro quanto fora da Igreja. Essas posturas geram mais escândalo do que bênçãos para os seus usuários. Algumas profissões como a área de diplomacia e áreas mais formais não admitem pessoas com essas alterações em seus quadros mais avançados. Diante disso, precisamos prestar atenção na apresentação do nosso corpo como: Sacrifício (tem um custo para oferecer), puro (aqui temos em mente a mesma questão dos animais no passado (interna e externamente); santo = kadosh, separado dos modismos humanos e agradável a Deus e não à nossa própria mente corrompida. Existem algumas posturas que não ficam bem para o Cristão. Nesse caso precisamos fugir da aparência do mal ( 2 Tm 2.22; Is 5.20), evitar escândalos (Mc 9.42; Rm 14.21) e suportar os mais fracos (Rm 12.18; Rm 15.1-3). Pv 19.2 nos lembra que algumas decisões podem gerar conseqüências mais graves. Às vezes não estamos com a maturidade espiritual adequada e desagradamos a todos em prol de vaidade apenas (Mt 5.9; Ef 6.1-3). O que deve estar em evidência não é o nosso corpo e sim Jesus através de nós. Gl 6.17; Ef 3.11-13. O corpo deve ser preservado no sentido físico e estético. E o bom mordomo é aquele que cuida de seu corpo sem fazer disso um fim em si mesmo. Comer demais, usar ou fazer coisas que prejudicam o corpo não é uma atitude coerente. O corpo deve ser utilizado para glorificar a Deus - Em 1 Co 3.16 e 6. 12-20. O corpo é visto como sede do Espírito Santo. Não se pode usá-lo como membros de meretriz. Temos que evitar questões imorais pra não gerar problemas. Somos testemunhas de Cristo! O corpo é parte funcional da Igreja - Em 1 Co 12.12 – O corpo é exemplo de co dependência dos membros. Esse só tem sentido como parte do Corpo de Cristo, a Igreja. Vê-se e age como parte do corpo de Cristo. Sem me envolver na Igreja de Cristo, o meu corpo não cultua plenamente, como deve ser. “As desculpas para satisfazer a vontade da carne são inúmeras: o modo de vida dos Israelitas antigos ou mesmo a cultura de um povo estrangeiro podem ser invocados, para justificar uma forma de vestir-se ou agir; Os adeptos do piercing, apelam até para a "argola" que Rebeca usou no nariz!, na tentativa de justificar seu agir errôneo. Mas, é bom lembrarmos que estamos no Brasil e que o nosso padrão cultural convencional difere dos demais povos. É preciso andarmos no equilíbrio, sem os exageros comuns aos filhos do mundo”. Essa última observação serve inclusive para as questões das cirurgias plásticas, regimes e outros tratamentos estéticos.
Em seu aspecto tríplice: pessoal, social e funcional, o corpo deve ser usado de maneira coerente, como culto a Deus nos moldes de Rm 12.1 e 2.
E finalmente – 1 Co 15. O corpo será ressuscitado – Em todas as culturas existe o cuidado com o corpo até Jesus foi preparado para ser sepultado. Devemos ter uma ação sem exagero. E a doação de órgãos? Alguns querem conservar para quando a ciência melhorar poderem serem reavivados. Não há problemas com doações de órgãos, desde que isso esteja acordado pelo doador e a família tenha consciência.