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“No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” Jo 16.33
“Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de “alto astral” às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste. Como é? Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais: Perda de energia ou interesse, Humor deprimido, Dificuldade de concentração, Alterações do apetite e do sono, Lentificação das atividades físicas e mentais, Sentimento de pesar ou fracasso. Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são: pessimismo, dificuldade de tomar decisões, dificuldade para começar a fazer suas tarefas, irritabilidade ou impaciência, inquietação, achar que não vale a pena viver, desejo de morrer, chorar à-toa, dificuldade para chorar, Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança, dificuldade de terminar as coisas que começou, sentimento de pena de si mesmo, persistência de pensamentos negativos, queixas freqüentes, sentimentos de culpa injustificáveis, boca ressecada, “constipação”, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual. A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave. Pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. “O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos”. Sabemos que um relacionamento mais estreito com Deus e a Igreja, mudanças alimentares, prática regular de exercícios, acompanhamento profissional e medicamentoso (se for o caso) são fundamentais na caminhada de qualquer pessoa. É importante ressaltar que Deus faz uso de tudo o que Ele mesmo tornou possível para o nosso bem. Inclusive remédio e acompanhamento profissional. Isso não significa falta de fé! Usamos óculos, somos vacinados contra diversas enfermidades, engessamos membros do corpo que se quebraram, tomamos remédio para o controle e combate de diversas doenças. Precisamos quebrar a resistência e procurar também apoio para as nossas doenças neurológicas, mentais e/ou psicológicas etc. (psicosite; org. Pastor Jorge)