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Texto: Romanos 7.23 “mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.”
Wilson Ribeiro Ferreira
Adaptação da lição Mente operosa do livro O Mal que habita em mim.
Creio que todo crente já se fez essa pergunta. Todo crente deseja fazer a vontade de Deus. Dentro de seu coração há o Espírito de Deus, o qual dar-lhe condições de desejar, almejar, querer mesmos tudo aquilo que se refere a Deus e a sua vontade. No entanto o crente é composto de uma outra natureza, a pecaminosa, que a bíblia chama de natureza terrena ou carnal. Enquanto a nossa nova natureza deseja ardentemente a Deus, a carnal odeia a oração e a meditação na palavra. A carne resiste até seu ultimo alento a qualquer coisa que se cheire a comunhão com Deus, porque ela se sente sufocada na presença dele. Se você se aproximar de Deus em meditação e oração, adoração a deus,conseguindo conhecê-Lo, e pedindo-lhe que sonde o seu coração, prepare-se para ver a carne arranhar e unhar como um animal feroz e violento o seu interior, tentando te impedir de cumprir a vontade de Deus. A primeira arma usada pela carne serão as suas fraquezas. Quando estavam sobe ataque e em grande perigo de tentação, justamente quando eles deveriam estar orando, os discípulos de Jesus depressa caíram no sono. A esta atitude, Jesus diz: “O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” Mt 26.41. Muitas vezes não é por falta de vontade que não lemos a Bíblia ou não oramos, a vontade está ali, latente dentro de nosso coração. Mas por qual motivo não agimos de acordo com nossa vontade? Simplesmente porque nossa natureza carnal nos induz ao erro. Essa natureza carnal tira proveito das fraquezas da carne natural (corpo) fazendo você pensar assim: “Você npao pode orar agora, você precisa descansar. Se você não dormir um pouco, não será de qualquer utilidade para Deus”. Se você não fixar firmemente na sua mente que a oração e a meditação são indispensáveis, e procurar a graça de Deus a cada dia para resistir à preguiça do seu corpo, você vai acordar com toda disposição para o trabalho, para a escola ou para continuar deitado, mas nunca terá disposição para ajoelhar-se diante do trono de Deus. Uma segunda arma usada pela nossa natureza carnal é a tirania do urgente. A lógica distorcida da carne é sutil. Ela soa razoável. Ela sabe que Deus chamou você para trabalhar arduamente para a mortificação do pecado e na obra de Deus. A carne, todavia, preferiria que você nada tivesse feito de nobre ou agradável a Deus; mas se ela puder usar o seu trabalho e a sua vida social para ninar a sua comunhão com Deus, ela o fará. Para isso a sua natureza carnal te envolverá em tantas coisas que a resposta mais comum de ser ouvir de você, quando alguém te chamar para um trabalho ou cargo na igreja, ou quando você mesmo sentir um pequeno desejo de orar mais você responde: Não tenho tempo. Todos nós sabemos que Deus não chama desocupados (Lc 5.27). Você acha provável que Deus o chamaria para fazer mais do que ele lhe dá tempo para fazer? É claro que não! Então, quando perceber que você não tem tempo o suficiente para os trabalhos na igreja, para orar, para dedicar-se mais à família, para a meditação na Palavra, o problema não é a providência de Deus. O problema pode ser que você tenha se sobrecarregado de mais coisas do que Deus pretendia, e quando isso acontece, a sua natureza carnal o induz a abrir mão exatamente das coisas que, mas a prejudicaria, a oração e a leitura (meditação) na Palavra. A terceira arma é negociar o dever. O desespero da carne irá argumentar que se você orar com a família, ou se você for a um culto público, isso é suficiente para sustentar sua intimidade com Deus. Se aceitar esse argumento, você esmorece. A quarta arma são as grandes promessas. Quando essa te atinge você diz: “orarei e meditarei na próxima semana, depois de terminar isso”. Então você será mais diligente e fiel, uma vez que tenha superado esse obstáculo.
São basicamente essas quatro armas usadas por nossa natureza carnal para nos impedi de termos uma maior comunhão com Deus. O que cabe a nós agora é estarmos alertas, a todas essas manifestações e assim mortificarmos o mal que habita em você.