|
Por rev. Wilson Ribeiro Ferreira
Provérbios 17:28 “Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio.”
Segundo o livro “Por que os Homens fazem sexo e as Mulheres fazem amor”, as mulheres falam em média 20mil palavras por dia, e o homem 7mil. Deus nos facultou a benção de poder falar, e fazemos isso com prazer. Quando não há prazer às palavras somem, nossa boca fica com gosto ruim e o dia parece não ter fim. No entanto, precisamos estar atentos ao que falamos. Você há de concordar que nem sempre falamos o que é bom. Em Filipenses 4:29 diz “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” Infelizmente em alguns casos nos fazemos surdos a este mandamento para podermos falar o que vem à nossa mente. Difamamos, mentimos, enganamos, aliciamos, maquinamos e em muitos casos chegamos à beira da blasfêmia. O mais incrível de tudo é que da mesma boca que ouvimos tantas coisas ruins também ouvimos aleluias, glórias a Deus, Paz do senhor e Deus te abençoe. Tiago 3:9 diz “Com ela (língua), bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
Sabendo dessas verdades, o texto de provérbios nos mostra um grande benefício ao termos controle sobre a nossa língua, o de sermos sábios.
A sabedoria não está meramente no ficar calado. A interpretação do texto de provérbios nos mostra que é sempre melhor ouvir e refletir, antes de falar algo. Saber o momento de falar deveria ser uma preocupação constante em nossa existência. Até mesmo a verdade dever ter o seu momento próprio para se revelar. Muitas esposas têm repelido seus maridos de perto de si simplesmente por desprezarem a sabedoria do falar, e como uma tola, aos poucos derruba o que era a sua casa. Maridos por sua vez se esquecem de falar com suas esposas. Esse silêncio total não é benéfico e nem sinônimo de sabedoria, antes, causa estragos horríveis no mais lindo casamento. Todos nós precisamos dar mais atenção ao que falamos e ao que deixamos de falar. A sabedoria referida pelo texto de provérbios está em utilizarmos de maneira mais qualitativa possível nosso momento de fala, e quando percebermos que nossas palavras não agregará nada de bom a mim e ao próximo, devemos chegar a conclusão de que o silencio é o melhor.
Agindo dessa forma ampliaremos nossa sabedoria e mais e mais conseguiremos nos auto-controlar.
“A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” 3.17
Quando o crente deixa-se dominar pelo Espírito de Deus, seu calar e falar terá os mesmos adjetivos do texto acima. Imagine-se com falas puras, pacíficas, indulgentes, tratáveis, plena de misericórdia, de bons frutos, imparciais e sem fingimento. É dessa forma que Deus deseja não apenas o nosso falar, mas também o nosso pensar (ou silencio). Infelizmente muitos de nossos momentos de silêncio tem sido pecaminosos, cheio de maldades.
Nesse aspecto, o princípio da sabedoria está em dominarmos o nosso impulso de falarmos desconsiderando a mansidão, o domínio próprio e a benignidade que fazem parte de nossa nova natureza.
“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente;” 1 Pe 3:10